
“Qual artista que você está procurando, é o alemão?” – Assim esta repórter que vos fala foi indagada entre as pilastras do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro ao perguntar se alguém havia visto o artista Alex Flemming, com quem tinha um encontro marcado. Logo me levaram até ele, que estava escondido numa sala de “ensaio” do MAM-RJ onde testava o funcionamento da instalação que está exposta de 13 de outubro a 14 de dezembro.
Flemming é um dos grandes nomes representantes da arte contemporânea brasileira no cenário internacional; apesar de morar em Berlim há dezessete anos, é e considera-se brasileiríssimo, paulista de pai e mãe. Sistema uniplanetário In Memoriam Galileo Galilei, a obra que está compõe sua individual no Rio parece ser fruto dos caminhos que traçou pelo mundo. Filho de um piloto de avião e de um aeromoça, o artista sempre viajou bastante, morou nos Estados Unidos quando criança, depois Lisboa. Nos anos 80, após estudar na FGV para “dar o diploma para família” e abandonar no 3º ano o curso de arquitetura na USP, Flemming ganhou uma bolsa Fullbright e foi estudar em Nova York por alguns meses. Foi o único momento em que desenvolveu um estudo formal em artes.

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