
Gaúcha radicada em São Paulo, vocalista da banda Oneyed Cat, mãe de Catarina e escritora que fez fama na internet antes mesmo de publicar três livros. Clarah Averbuck é um dos nomes mais comentados da literatura nacional contemporânea principalmente depois do longa-metragem Nome Próprio, de Murilo Salles, inspirado no primeiro romance da autora, Máquina de Pinball.
Clarah começou postando textos no fanzine enviado por email Cardosonline em 98, depois passou a escrever no blog Brazileira!Preta que conquistou leitores fiéis. Determinada a continuar escrevendo, como ela conta no novo endereço eletrônico www.adioslounge.blogspot.com, a autora está lançando o livro Nossa Senhora da Pequena Morte, com ilustrações de Eva Uviedo. A parceria é uma publicação seriada, são somente 200 exemplares que vem encartados em capas de LPs encontrados em sebos.
Nas linhas abaixo, a escritora conta do lançamento do novo livro, do processo criativo de escrever, das referências literárias, do dia-a-dia.
Como foi o processo de publicação do seu primeiro livro? Você foi bater na porta de uma editora?
Eu comecei a publicar na internet em um e-zine (era um fanzine por email, na verdade) chamado cardosonline, que durou de 98 a 2001. Lá também escreviam outros jovens literatos, como Daniel Galera, Daniel Pellizzari e o Cardoso, que na verdade se chama André Czarnobai. O e-zine acabou mas tinha cerca de 5.000 assinantes e muita gente ligada a jornalismo, literatura e do meio editorial lia. Foi assim que fiz o primeiro contato com o pessoal da Conrad (editora) - eles liam o nosso zine. Quando comecei meu romance, enviei um trecho ao editor, André Forastieri, e ele se interessou.
A protagonista do filme Nome Próprio, inspirada na Camila do Máquina de Pinball tem necessidade de escrever. É esse também o seu caso ou você acha que poderia substituir essa atividade por outra? O que é maior, a paixão pela literatura ou pela música, se é que dá para compará-las?
Bom, eu sou bem diferente daquela moça do filme, mas tenho, sim, necessidade de escrever. Todo artista tem necessidade de criar. Não posso comparar música com literatura porque são dois processos diferentes. Escrever é um exercício solitário. E compor, para mim, é exatamente o contrário, criar com outros. Não fico bem sem nenhuma das duas. Quando estava sem tocar ficava cantando bem alto de fones na rua, parecia um pouco demente.
Como é seu processo de criação, o que é essencial para você conseguir se concentrar para escrever?
Solidão e silêncio.

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